Nome Humano: Mariana Gomes dos Santos Cores: Negro Estilo da Roupa: Policial com Babados e Tiara Arma: Tonfa/Clava Material: Osso Instrumento: Chocalho Magia de Rua: Gambé Escalão: Básico Caixinha de Música? Não Skins: Nenhuma
Idade: 11 anos (idade aparente de 17 anos ao se transformar) Tipo Sanguíneo: A+ Personalidade Anime: Imouto tipo C/Bokkuko Gosta: Desenhos Animados/Anime, Armas de Brinquedo, Feijão & Arroz Desgosta: Bonecas, Valentões, Criminosos Gênero: Menina Cis Orientação Sexual: Pra quê você quer saber? Música-Tema: Breaking the Law (Judas Priest)
Altura: 1m45cm/1m75cm
Peso: 40kg/55kg
Cup Size: A/C
Tipo de Rosto: Triângulo Invertido
Cor dos Olhos: Negros (opacos)
Cor dos Cabelos: Negros (ganha mechas brancas quando transforma)
Cor da Pele: Pálida (no sentido de pouco saudável antes da transformação; bela quando transformada)
Corpo: Ectomorfo
Dublagem: Amamiya Sora (japonês), Charlene Yi (inglês), Angélica Borges (português)
Data de Nascimento: 3 de outubro
Astrologia: Libra, Dragão
Alícia inspirou fundo após contar até sete, sentia o ar
preenchendo os pulmões, e o corpo tremia de antecipação. Fazer aquilo era se
jogar de cara fora da zona de conforto – ou melhor, era convidar o perigo e o
desconhecido para dentro da zona de segurança da garota. Então soprou com força
a flauta doce entre os dedos; logo, logo, o cheiro úmido e podre tomou o
ambiente.
A praça estava cheia de crianças que brincavam em grupos
hiperativos (algumas exceções solitárias aqui e ali). Nenhuma delas notava os
tons que saíam intensos do instrumento, embora aquelas sozinhas sentissem uma
leve agonia aparentemente sem razão; como se alguém tivesse arranhado um
quadro-negro; e também sentiam alguma pista daquele odor revoltante que só
Alícia podia sentir em toda sua força. Mas somente Alícia podia enxergar os
olhos brilhantes que surgiam das sombras e ângulos de bancos e brinquedos, e das
fendas onde a terra se expunha com grama malcuidada.
O som irritante da flauta prateada se misturou aos guinchos
dos primeiros que atendiam à isca; era esse o papel da garota de cabelos
crespos e loiros, isca para as Coisas Ruins.
Um salto extremamente rápido e a primeira das criaturas se
lançou em direção a Alícia. As luzes das rótulas vazias tinham uma cor
impossível de definir com precisão, talvez entre esmeralda e amarelo-vivo. Era
como um rato gigantesco, uma ratazana sem pelos, com pregos no lugar das presas
e garras. Pulara de onde as sombras de um brinquedo e um banco se cruzavam, e
parecia que numa só mordida ia engolir a menina baixinha.
Um martelo ainda mais rápido desceu sobre a cabeça da Coisa
Ruim, era a batida de uma juíza, caso encerrado – as crianças eram um júri
alheio àquilo tudo, Alícia tirou o flautim da boca e este se expande numa ponta
finíssima, afiada, perfurando num espirro de sangue a barriga da Coisa. A outra
garota que havia surgido do nada com seu chapéu verde e pontudo – como se
estivessem no Halloween – continua a martelar repetidamente a cabeça do
monstro, como um pilão esmagando comida.
“Ainda não tá morta, ” veio o grito de uma das crianças. Ela
podia VER; podia perceber que aquelas garotas mais velhas, nem a “bruxinha” nem
a “cosplayer” de uniforme de colegial, não estavam brincando com as outras. MAHOU SHOUJO MAELSTROM MARY!!! Completou
o berro, e várias das crianças da praça pararam para prestar atenção àquilo,
sem entender direito, e sem poder ver a pequena “Mary” erguendo para os céus na
mão esquerda um chocalho.
Mas as outras garotas mágicas podiam ver totalmente: antes
chocalho, agora um osso gigante; antes menina pequena, agora adolescente
esguia; antes Mariana com seu jeans e jaqueta tão comum, agora Maelstrom Mary
com seu uniforme negro e os babados brancos feito marfim. O osso parecia de um
animal pré-histórico e na cabeça da moça ornava uma coroa do mesmo material; e
osso contra osso, bateu aquela tonfa, aquela clava contra um joelho da fera.
Clava de osso, lança de prata, martelo de ébano que era
antes pequeno tambor se uniram na chacina da Coisa Ruim, e os brilhos dos olhos
que espiavam das sombras e ângulos sumiram, sem preferir ajudar a companheira.
Logo o brilho dos olhos da criatura que caíra na armadilha de Alice Argêntea e Yunna
Yaga sumiu, e estava tudo acabado.
Pelo menos por aquela tarde.
De noite, ia ser pior – as três figuras, vestidas de preto,
azul e verde, saíram da praça tentando ser discretas. À noite, iscas assim não
funcionavam. À noite, as Coisas Ruins tiravam a coragem dos vivos, a calada da
noite trazia o medo e o medo dava força às Coisas Ruins.
Comparada com a guerrilha durante o dia, as guerras travadas
de noite acabavam com qualquer zona de segurança que as meninas quisessem ter.
Mas alguém precisava se arriscar, algumas pessoas PODIAM se arriscar apesar do
custo, apesar do risco; essas pessoas só podiam ser as MAHOU SHOUJO MUSICAL
BATTLE MAIDENS.
1
A BARULHO DA CHUVA SOBRE O TELHADO DE METAL era ensurdecedor
para algumas e reconfortante para outras. No Abrigo para Moças e Orfanato
Saint-Charitas, era possível às vezes ouvir o barulho de chuva ou de goteiras
até mesmo quando não estava de fato de chovendo.
A princípio Joanna imaginava que deveria haver algo
misterioso com aqueles sons, mas não mergulhou muito nessa fantasia porque logo
descobriu que as irmãs que gerenciavam o abrigo costumavam tocar gravações de
ruído branco – serviam para estimular o sono calmo e entre estas as preferidas
eram as de ruído de chuva. Irmã Beatriz costumava em vez disso ligar uma velha
fita cassete com canções de baleias, então Joanna passou a tentar usar o
dormitório que a velha irmã cuidava com mais frequência.
Não que Joanna gostasse tanto assim de baleias; era bem
agradável, mas a razão era mais para evitar o som pesado das gotas de chuva.
Mas às vezes até nos sonhos dela estava chovendo. Na maior parte dessas vezes a
chuva caía sobre o corpo do pai da menina, estendido no chão sujo da rua. Em
noites assim Joanna acordava suando frio e não conseguia voltar a dormir por
várias horas.
Nessas ocasiões costumava ler sob a luz de um dos poucos
abajures disponíveis. A Irmã Beatriz não tinha em seu espírito ser displicente
com a regra que impedia luzes acesas após as dez horas da noite, mas o corpo da
velha freira na maior parte das vezes a traía, cheio de atrite e inércia, de
modo que aquele dormitório com certeza era o lugar mais fácil para quebrar a
regra da luz – e outras regras também, como Joanna acabou descobrindo com o
tempo.
Em geral haviam pelo menos mais duas garotas deitadas nas
camas de cada dormitório a cada noite, meninas que surgiam sempre vindas das
ruas, e outras que apareciam bem raramente apenas. De quando em vez, abria uma
vaga no orfanato e uma dessas costumeiras ganhava o direito de morar ali até
conseguir uma adoção, caso fosse menor de idade. Porém várias não tinham
conseguido nada mas continuavam a dormir com frequência no Saint-Charitas. As
irmãs da instituição tentavam deixar tudo bem organizado e a contento, mas
parece que algo no casarão levava ao desleixo involuntário, ao esquecimento de
detalhes. De vez em quando uma garota sumia e só reaparecia meses depois, ou
até mesmo depois de anos.
Era esse o caso de Joanna.
Lia livros empoeirados e revistas amareladas sob a luz tênue
do abajur da Irmã Beatriz, e naquela noite em particular já três revistas e um
livro estavam numa pilha de lidos. Joanna lembrou por um instantinho o sonho
chuvoso que a acordara, fechou os olhos e tentou se permitir ouvir apenas o
canto cetáceo da fita cassete; abafar as memórias.
Se fosse durante o dia tocaria o violoncelo que era o “dela”
na escolinha de música que as freiras organizavam. Seria muito mais fácil então
abafar o som das gotas de chuva que insistia nas memórias de Joanna. Mas se
dava para quebrar regras como a da luz do abajur, tocar um instrumento àquela
hora da madrugada com certeza acordaria as outras meninas e a própria freira,
que dormia na cela ao lado do dormitório.
A noite estava fria, mas o calafrio que tomou Joanna por
dentro era na verdade de medo. E era um medo irracional; como se as cordas das
emoções da garota fossem puxadas ao invés de tocadas, passavam da saudade
obsessiva para o estágio de temor infundado – de paranoia. Joanna imaginou por
alguns momentos que haviam vermes se contorcendo nas gotas de chuva.
Era uma idiotice e tentou se livrar daquela imagem mental.
Mas haviam vermes minúsculos em todas as
gotas de chuva do mundo, não?
Nem o livro nem as revistas eram de terror – Irmã Beatriz
não gostava desse tipo de literatura de qualquer forma – então Joanna não sabia
bem de onde vinha aquela sensação.
Então, misteriosa como veio a impressão sumiu do nada.
Joanna suspirou e voltou a ler. Terminou o segundo livro –
era fino e pequeno, um manual de etiqueta bem velho – e se levantou para voltar
à cama. Foi então que notou.
Em cima de sua cama, iluminada bem de leve pelo abajur, uma
caixinha de música que não estava ali antes… como também antes não haviam as
pequenas formas rastejavam sobre os lençóis. Vermes, coisas ruins!
O grito de Joanna rasgou a serenidade da gravação relaxante e acabou com o sono do resto das garotas no Saint-Charitas.
2
As ruas e sarjetas de Novo Portal lembravam a Vitória um
labirinto e suas entradas para o subterrâneo ainda mais confuso. Ela não sabia
como havia ido parar ali e suas roupas já estavam mais amarrotadas e rasgadas
do que o costume. Uma saia mediana, uma camiseta branca, alguns farrapos e
remendos sob um sobretudo amarelo amassado – e os óculos tortos e trincados
completavam o semblante da garota de cabelos negros. Seu rosto exibia frustração
pelos olhos tristes, mas a boca com meio-sorriso mostrava que estava resignada.
Não era a primeira vez que não sabia como voltar para o Saint-Charitas.
Ela esperava que houvesse uma cama quentinha onde dormir por
um bom tempo – quer dizer, durante a noite pelo menos, já que as irmãs não
gostavam de ver gente deitada durante o dia. Durante o dia, as meninas deveriam
ser produtivas, Vitória quase podia
ouvir a voz da Irmã Basília repetindo essa palavra pela milésima vez.
E pela centésima vez Vitória havia ido parar num beco sem
saída. Ainda não havia dado meia-noite, mas já era bem tarde e perigoso naquela
parte da cidade – seja lá qual parte ela estava agora.
No chão do beco, uma forma desenhada, uma amarelinha? Talvez
o decalque de um cadáver levado pela polícia. Giz ou fita isolante, Vitória não
sabia precisar a forma nem o material daquilo
no chão – e antes que desse as costas e voltasse às ruas mais largas, aquilo começou a se mexer.
3
O estrondo de metralhadora quebra o silêncio da igreja, mas
nenhum dos fiéis presta atenção. O padre se vira no altar, dominus vobiscum. A moça de armadura vermelho-latão cheia de
engrenagens em movimento sussurra entre os dentes, et cum spiritu tuo, e a manopla desproporcional e cheia de espinhos
faz voar farpas de madeira quando ela soca o confessionário, KLOKWORK PUNCH! Mas os gatos pingados
atendendo à missa da meia-noite nem reparam.
Talvez no dia seguinte o sacristão note os estragos, mas não
agora – não no meio da batalha contra a Coisa Ruim gigantesca que é arremessada
para fora do confessionário. Como aquele ser de quatro metros e meio de altura
estava dentro da cabine, nenhuma das duas meninas mágicas sabe nem querem
saber; elas querem e precisam eliminar a ameaça.
Dancer Diane move seu corpo feminino num salto gracioso, mas
exagerado; as vestes de maid francesa
se tornam um borrão laranja com o pulo, o sapato esquerdo fixando por um
instante num nicho de imagens da igreja, e naquele instante ela dispara de novo
a metralhadora de bronze, agora direto contra a criatura que vai se recuperando
do impacto e levantando. O peitoral retorcido e cheio de costuras e lacunas se
enche de mais buracos, agora das balas que voaram ao som do riff de guitarra.
Não há coral nem instrumentos naquela missa, e com certeza
não combinam com missas os sons de luta e guitarra; mas quando Kali Klokwork
impele seu corpo grande em carga para espancar o Coisa Ruim, o som das
engrenagens na armadura dela soa como um grande órgão de igreja. A entidade era
a mais humanoide que as Musical Battle Maidens haviam visto em meses; parecia
um Frankenstein em seu corpo costurado, musculoso e irregular, se os
Frankensteins de filmes antigos tivessem no lugar da cabeça apenas um calombo –
um câncer? Sem olhos, nem nariz, nem boca, nem ouvidos, e sem se importar com
nada apenas em ferir e se alimentar da incerteza e do medo.
MAHOU SHOUJO
PROGRESSIVE COMBO!!! Os gritos das duas garotas ecoam na igreja, mas
ninguém liga para ecos de brados de batalha de meninas mágicas; ninguém conseguiria ligar. Num golpe de
vale-tudo Kali força o Coisa Ruim a virar a cabeça – era cabeça? Parecia uma
superfície côncava, depois convexa… no ângulo certo para que Diane foque uma
rajada de balas bem no ponto fraco do monstro.
Vísceras e sangue explodem sobre o altar, sobre os bancos e nichos, mas
ninguém liga, a não ser a faxineira no dia seguinte.
As duas moças de laranja e vermelho vistosas saem abraçadas do
templo, rindo de leve, sem ligar também para os olhares reprovadores; se quase
ninguém consegue ligar os pontos e se importar com aquelas entidades que toda
noite rondam pela cidade, elas podem ligar e fazer a diferença.
Não que elas POSSAM deixar de ligar, claro.
E quem sabe a verdade sobre garotas mágicas também sabe por
que elas não podem parar de lutar;
porque não conseguem parar.
Talvez o tempo traga essa verdade para você… se não for perigoso demais.
sketch de Iara (Yunna Yaga destransformada) by Lady Emily Cookie)
Nome Humano: Iara
Cores: Verde
Estilo da Roupa: Cute Witch
Arma: Martelo
Instrumentos: Tambores & Tamborins
Magia de Rua: Assistente Social
Escalão: Básico
Caixinha de Música? Não
Skins: Nenhuma
Idade: 21 anos
Gênero: Mulher cis
Orientação Sexual: Bissexual
Tipo Sanguíneo: A-
Personalidade Anime: Bodere às vezes
Gosta: Gourmet truck food, streaming, trabalho voluntário
Desgosta: Chá, gente rica deselegante, filmes de terror
Música-Tema: Voodoo Mon Amour (Diablo Swing Orchestra) https://www.youtube.com/watch?v=m2mZVOd0jWY
sketch em arte tradicional: Mahou Shoujo Janis Jay, by Lady Emily Cookie
Nome Humano: Joanna Cores: Púrpura Estilo da Roupa: MMORPG Crystal Armor Arma: Espada Longa Instrumento: Violoncelo Magia de Rua: Navalha Escalão: Básico Caixinha de Música? Sim (Shu) Skins: Nenhuma
Idade: 18 anos Gênero: Travesti Orientação Sexual: Hétero Tipo Sanguíneo: O+ Personalidade Anime: Donkan às vezes Gosta: Bolo Floresta Negra, leituras, desvendar mistérios Desgosta: Pesadelos, burocracia, gamers Música-Tema: The Unforgiving (Metallica, mas performada pelo Apocalyptica)
doodle: Joanna (Janis Jay destransformada) by Malena Mordekai